Dez coisas que queremos ver na NFL em 2017

1. PATRIOTS FORTES NA BUSCA PELO HEXA

A equipe a ser batida em 2017 é o New England Patriots. Para desespero da AFC Leste, o time liderado por Tom Brady chega mais forte nesta temporada com a volta de Rob Gronkowski e a vinda de Brandin Cooks, alvo para rotas em profundidade. Na defesa, Rob Ninkovich se aposentou, mas a unidade segue forte, principalmente na secundária, uma vez que os Patriots tiraram Stephon Gilmore de um rival de divisão e ainda conseguiram manter Malcolm Butler, herói do Super Bowl 49, no elenco. Com Patrick Chung e Devin McCourty, é uma das melhores secundárias da liga.

2. FALCONS SE RECUPERAM DA RESSACA DO SB 51?

O Atlanta Falcons tem a dura missão de voltar ao Super Bowl após a derrota no início do ano, e agora sem o coordenador ofensivo Kyle Shanahan. Veremos o efeito da sua saída, uma vez que o elenco do ataque é o mesmo de 2016. A diretoria parece confiar no talento dos atacantes e focou os esforços na offseason com a defesa, contratando Dontari Poe para a linha e usando as duas primeiras escolhas do draft com atletas defensivos, o DE Takkarist McKinley e o LB Duke Riley. É uma defesa jovem e ágil, mas que não pode deixar acabar o gás antes do jogo terminar, né, Dan Quinn?

3. A.P. NOS SAINTS

Adrian Peterson penou na free agency, mas conseguiu encontrar uma nova casa na NFL, o New Orleans Saints. E contra quem os Saints estreiam em 2017? Minnesota Vikings, lá em Minneapolis, antiga casa do melhor running back dos últimos dez anos. A.P. já mostrou sua capacidade de dar a volta por cima, só que vendo-o fazendo isso diante do ex-clube será demais, por mais que ele possa dividir os snaps com Mark Ingram e o calouro Alvin Kamara. Só é uma pena que ele esteja no New Orleans, um time que não deve ir para lugar nenhum nesta temporada.

4. E AÍ, JAGUARS?

Na boa, este é o terceiro ano seguido no qual nos perguntamos “será que é dessa vez que o Jacksonville Jaguars vai decolar?”. O trabalho da diretoria nos últimos anos, seja no draft ou na free agency, tem sido impecável, de forma que o elenco montado na Flórida é muito talentoso para uma campanha pífia de 3-13, 4-12 ou 5-11. Jacksonville “mitou” na última offseason ao pegar dois defensores que vinham sendo disputados a tapas: A.J. Bouye e Calais Campbell. No papel, é uma defesa para entrar fácil no top 10 da NFL. Se o time não vingar em 2017, cabeças vão rolar.

5. 49ERS COM KYLE SHANAHAN

Kyle Shanahan está em seu primeiro ano – de seis – de contrato com o San Francisco 49ers, mas a expectativa é alta na Bay Area. Ainda que o elenco esteja muito longe do ideal, o torcedor espera ver melhorias no ataque, comandado pessoalmente por Shanahan, que abriu mão de um coordenador ofensivo. A defesa pode ser uma grata surpresa dos Niners em 2017. Se os calouros Solomon Thomas e Reuben Foster estourarem, em especial o segundo, os 49ers já podem voltar a sonhar com um front-seven de respeito como na época de Jim Harbaugh.

6. JAY CUTLER DA MASSA NOS DOLPHINS

Se Jay Cutler fosse apresentado como Daenerys, sua apresentação incluiria alcunhas como “demitidor de técnicos”, “quarterback do braço forte”, “jogador que desafiou a diabetes”, “camisa 6 do demônio”, “o desaposentado”… Cutler está de volta à NFL para reeditar a parceria com Adam Gase, agora no Miami Dolphins, e eu quero vê-lo jogar porque Miami tem um bom time e Cutler não tem nada a perder. Ele não joga na expectativa de conseguir um novo contrato em 2018 e, acredite, este cenário foi o melhor possível para o QB de 34 anos. Será divertido, acho.

7. CHARGERS DE “VOLTA” A LOS ANGELES

Depois de mais de meio século, o Los Angeles Chargers voltou para sua primeira casa, e há razões para o torcedor se animar em 2017 (ao contrário dos que torcem pelo Los Angeles Rams). Aos 35 anos e pai de oito filhos (sempre bom ressaltar), Philip Rivers é um dos melhores QBs da liga e contará com um bom grupo de alvos, por mais que o wide receiver calouro Mike Williams perca o início da temporada. Na defesa, Joey Bosa, que brilhou em 2016 mesmo sem ter uma pré-temporada decente, tem tudo para arrebentar e quem sabe ir ao Pro Bowl.

8. RAIDERS COM SANGUE NOS OLHOS

O Oakland Raiders caminha para seus últimos anos na Califórnia antes de se mudar para Nevada, mas há o desejo de dar alegrias para uma cidade tão devota da bola oval. Em 2016, a lesão de Derek Carr minou as chances dos Raiders no playoffs; em 2017, ele chega saudável e com a companhia de um velho conhecido da NFL: Marshawn Lynch. Ninguém espera que o RB corra mil jardas, mas caso ele seja letal na redzone, Carr e Khalil Mack joguem como MVPs, os Raiders são os favoritos na AFC Oeste e talvez tenham força para bater de frente com o New England Patriots.

9. QUARTERBACKS CALOUROS

Muitos especialistas não viam a safra de quarterbacks da classe de 2017 como muito boa, mas a pré-temporada nos mostrou que alguns deles podem surpreender. Mitchell Trubisky, do Chicago Bears, e Deshaun Watson, do Houston Texans, tem tudo para assumirem seus respectivos times ainda em 2017, algo que DeShone Kizer já vai fazer a partir da Semana 1 desta temporada. Já Patrick Mahomes II, do Kansas City Chiefs, deve esperar até 2018. Dentro de 12 meses, ele e Alex Smith devem entrar no training camp com a disputa pelo posto de QB titular em aberto.

10. DANÇA DE TÉCNICOS

Todo fim de temporada é a mesma coisa: cabeças de treinadores rolam. Em 2017, teremos cinco técnicos estreando em novas equipes, e quatro deles comandarão seus primeiros jogos na NFL como HCs. Esses devem sobreviver, independentemente das campanhas, mas outros estão com a batata assando há um tempo. Vejo cinco caras na corda bamba: Todd Bowles (Jets), John Fox (Bears), Doug Marrone (Jaguars), Chuck Pagano (Colts) e Marvin Lewis (Bengals). O que pode salvá-los de perder o emprego? Boa campanha e vaga nos playoffs.

BÔNUS I: EFEITO KAEPERNICK

Quando Colin Kaepernick decidiu se ajoelhar durante o hino dos EUA em protesto contra a violência da polícia, especialmente no tratamento aos negros, o mundo caiu em cima do então quarterback do San Francisco 49ers. Kaepernick não está mais na NFL, mas outros jogadores seguirão seu exemplo, ainda mais após os acontecimentos em Charlottesville. Astros como Michael BennettMarshawn Lynch e Chris Long já manifestaram apoio à luta contra o racismo; e no Cleveland Browns, o tight end Seth DeValve é o primeiro atleta branco a se ajoelhar enquanto o hino é executado.

BÔNUS II: COMEMORAÇÕES DE TOUCHDOWN

Pressionada, a NFL decidiu abrandar a regra que punia comemorações após um touchdown (em 2016, as multas chegaram a US$ 300,3 mil). Em maio, o comissário da liga, Roger Goodell, explicou que celebrações espontâneas estavam liberadas, mas frisou que aquelas que fossem consideradas ofensivas, que atrasem o reinício do jogo ou voltadas para o rival vão continuar sendo punidas. Você usar o Y como uma cesta de basquete e “enterrar a bola”, mas não pode dançar de forma sugestiva como Antonio Bryant fez em 2016 (vide a foto ao lado).

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