Veja 14 curiosidades do Super Bowl 53

1. Duelo de gerações

O Super Bowl 53 é a final da NFL com a maior diferença de idade entre QBs titulares e técnicos adversários. 17 anos e 72 dias separam Tom Brady (41) de Jared Goff (24); já com os treinadores, este abismo etário é maior: 33 anos e 283 dias entre Bill Belichick (66) e Sean McVay (33). McVay, aliás, que está na sua segunda temporada no comando do Los Angeles Rams, pode se tornar o “head coach” mais jovem a conquistar o troféu Vince Lombardi; ele também é o caçula da liga, seguido de Kyle Shanahan (38).


2. Reedição do Super Bowl 36

17 anos atrás, a dinastia dos Patriots começava a nascer. Em 3 de fevereiro de 2002, a equipe de Tom Brady – o camisa 12 havia assumido o time naquela temporada – bateu o então St. Louis Rams por 20 x 17 no Georgia Dome, em Atlanta, e faturou o primeiro título – de cinco – da franquia. O intervalo entre a primeira e a segunda partida iguala Pittsburgh Steelers e Dallas Cowboys, que se enfrentaram em 1979 (Super Bowl 13 – vitória do Pittsburgh) e 1996 (Super Bowl 30 – vitória do Dallas). Vai dar Rams agora?


3. Uniformes no Super Bowl

Mandante do Super Bowl 53, Los Angeles anunciou logo após a vitória na final da NFC que utilizaria o uniforme retrô na decisão. A camisa é demais, mas a história pode jogar contra os Rams, visto que nas últimas 14 finais, em 12 delas o vencedor vestiu branco; Green Bay Packers e Philadelphia Eagles são as exceções, ambos de verde. Segundo a NFL (após consulta da SI), o San Francisco 49ers é o único outro time a usar a camisa retrô, em 1995, quando bateu o San Diego Chargers no Super Bowl 29.


4. Super Bowl sem donos da casa

Havia a esperança de que o Atlanta Falcons pudesse ser a primeira equipe a jogar o Super Bowl em casa, mas o time caiu antes, não foi aos playoffs e manteve a sina: a final nunca teve o dono do estádio jogando. Os que mais chegaram perto foram os 49ers e os próprios Rams em 1985 e 1980, respectivamente. Em ambas as ocasiões, os clubes jogaram na Califórnia, mas não em suas casas (os Rams estavam em L.A.). Como o Super Bowl 54 será no lar do Miami Dolphins, é de se imaginar que esta sina vai continuar.


5. Boas lembranças dos Rams em Atlanta

Com um dos ataques mais prolíferos na história da NFL, os Rams da virada do século 20 para o século 21 eram conhecidos como o “Greatest Show on Turf”. Foram duas idas ao Super Bowl entre 1999 e 2001, uma vitória e esta vitória veio justamente no solo do Super Bowl 53: Atlanta. O local da final, no entanto mudou. O Georgia Dome, palco da vitória do St. Louis sobre o Tennessee Titans por 23 x 16, veio abaixo em novembro de 2017 e deu lugar ao Mercedes-Benz Stadium.


6. Este não é o primeiro Super Bowl de McVay

Sean McVay não estará em terras estranhas no domingo, afinal, este não é o primeiro Super Bowl do técnico dos Rams. Em 2000, ele estava lá, mas como torcedor. Seu avô, John McVay, trabalhava com os 49ers e conseguiu os ingressos para comemorar os 14 anos do garoto. “Eu era tão novo na época, mas lembro que foi um grande jogo. Eu me lembro, por alguma razão, que eu realmente respeitava os dois ataques”, disse McVay em entrevista recente, dando novas provas de sua memória extraordinária.


7. McVay x Edelman

Ainda falando da juventude de McVay, o HC dos Rams é tão novo que é, literalmente, contemporâneo de alguns jogadores que estarão em campo, como Julian Edelman. Os dois se enfrentaram duas vezes em 2006 e 2007, na época da faculdade: McVay de WR do Miami RedHawks e Edelman de QB do Kent State Golden Flashes – uma vitória para cada lado (16 x 14 para Kent State em 2006 e 20 x 13 para Miami em 2007). Já é hora de desempatar isso!


8. Virando a casaca

No ano passado Chris Long e LaGarrette Blount conquistaram o bi com os Eagles um ano depois de o fazerem com os Patriots. Este ano, Brandin Cooks pode ser o cara do bi, mas ao contrário. O recebedor estava na última final pelo NE, só que foi nocauteado no 2° quarto e não terminou a partida. Cooks foi trocado com os Rams em abril e agora terá a chance de aplicar a “lei do ex” e conquistar o caneco em cima do ex-clube, embora ele tenha dito que virou um atleta mais inteligente após sua passagem pelos Pats.


9. QBs do mesmo estado

O Super Bowl 53 marcará o 5° confronto entre QBs titulares do mesmo estado (sim, eu sei, é uma daquelas estatísticas nada a ver) com Tom Brady e Jared Goff, nascidos na Califórnia. Os quatro duelos anteriores foram entre QBs da Pensilvânia (Joe Namath x Johnny Unitas, Joe Montana x Dan Marino e Jeff Hostetler x Jim Kelly) e do estado de Washington (John Elway x Chris Chandler). São duas vitórias para AFC e duas para NFC, então este é mais um desempate a ser tirado.


10. Árbitro principal já apitou SB dos Patriots

John Parry é um velho conhecido da torcida dos Patriots e não traz boas lembranças. Árbitro principal da final de domingo, Parry apitou também o Super Bowl 46, o segundo em que New England acabou derrotado pelo New York Giants, em fevereiro de 2012, por 21 x 17. John participou ainda do Super Bowl 41 como side judge. Além do juiz de 54 anos, farão parte da arbitrarem Fred Bryan, Ed Camp, Jeff Bergman, Steve Zimmer, Terrence Miles e Eugene Hall.


11. Boston vs Los Angeles

Menos de quatro meses depois da decisão entre Red Sox e Dodgers na MLB, Boston e Los Angeles já estão prontas para uma nova final. A rivalidade entre as cidades, nascida, forjada e maturada ao longo de 11 finais na NBA, ganhou novos ares no beisebol e na bola oval. No confronto direto nos últimos 20 anos, a vantagem é dos “bostonianos”: 11 títulos das franquias de Boston contra nove dos clubes angelinos (eu não incluí o Super Bowl dos Rams de 2000 porque a equipe era de St. Louis na época).


12. Protesto em Nova Orleans

Dia 3 de fevereiro é dia de Super Bowl entre Patriots e Rams, certo? Em alguns bares de Nova Orleans, não. Segundo o The New Orleans Advocate, estabelecimentos da cidade pretendem boicotar a 53ª edição da final e exibir em seu lugar o Super Bowl 44, vencido pelo New Orleans Saints. Outro ato programado em protesto contra a não-marcação da falta no final de Saints x Rams é o Boycott Bowl, festival de música que já conta com mais de 60 mil interessados no Facebook.


13. Dificuldades com ingressos

Acredite ou não, o mercado de ingressos para o Super Bowl 53 não anda aquecido, de acordo com Michael Lipman, revendedor de bilhetes há mais de 30 anos. Ao MMQB, Lipman diz que a combinação de um time sem uma grande torcida que costuma viajar (Rams) com a de um time que esteve em oito das últimas 17 finais (Patriots) resulta em uma demanda menor e preços “razoáveis”. O cenário perfeito para Lipman seria Kansas City Chiefs x Cowboys. E o pior? Indianapolis Colts x Rams.


14. A NFL é pop!

Seguindo a tendência dos últimos anos, a NFL continua apostando no pop para o show do intervalo. A escolha da vez é a banda californiana Maroon 5. A sequência do pop, iniciada lá em 2011, no Super Bowl 45, tem The Black Eyed Peas, Madonna, Beyoncé, Bruno Mars, Katy Perry, Coldplay (o Super Bowl 50 teve a repetição de Beyoncé e Bruno Mars), Lady Gaga e Justin Timberlake. Minhas apostas para os próximos shows incluem Taylor Swift, Harry Styles, Dua Lipa e, sim, eles, BTS.

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