Cam Newton é a grande estrela da 4ª temporada de “All or Nothing”

É difícil imaginar uma equipe melhor do que o Carolina Panthers para aparecer em um reality show depois de assistir à 4ª temporada de “All or Nothing“, série produzida pela Amazon em parceria com a NFL Films e que estreou na última sexta-feira (19).

São muitas histórias para contar, e muitas histórias boas. A chegada do bilionário David Tepper, novo dono da franquia, a improvável e corajosa contratação de Eric Reid – tida por Tepper como um “risco inteligente” –, a jornada de Efe Obada, os drops e fumbles dos WRs Devin Funchess e D.J. Moore, a queda livre (sete derrotas seguidas) do time após iniciar a temporada com 6-2, o provável adeus (confirmado depois) de dois astros dos Panthers, as lesões de Greg Olsen

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Cam Newton
Cam Newton no “tapete azul” da estreia de “All or Nothing” (Foto: Carolina Panthers)

Ainda que tenhamos diversas boas histórias sendo contadas na tela, é impossível tirar o protagonismo de Cam Newton. O quarterback fala, grita, xinga, reclama, dança… Só dá ele. Criticado no passado por sua atitude derrotista quando o time está mal, Newton se mostra um verdadeiro líder em “All or Nothing”, apoiando os companheiros na lateral do campo, mesmo quando os erros de um deles – Graham Gano errou um FG e um XP na derrota por 20 x 19 para o Detroit Lions – custaram a vitória, ou quando é informado de que será substituído pelo QB reserva.

Fora dos gramados, o camisa 1 explica que tem um estilo considerado extravagante por muitos porque ele quer ser único em tudo. Para Cam, que “não usa o mesmo conjunto duas vezes”, é “preguiçoso” usar todas as peças da mesma marca, por exemplo. Uma vez escolhido seu look, ele envia uma imagem para seu chapeleiro, que cria ou escolhe um chapéu que “orne” com tudo e manda para o jogador no dia seguinte. Nada é por acaso quando se trata do estilo do quarterback.

Estrela da defesa, Luke Kuechly tem pouco tempo de tela, talvez por parecer ser um sujeito discreto, mas é dele o melhor momento do programa. Às vésperas da partida contra o Washington Redskins, ele e Cam ligam para o cornerback e ex-companheiro de equipe Josh Norman. Entre uma provocação e outra, Norman questiona se Olsen, que vinha se recuperando de lesão, vai jogar. Segue o diálogo (e o vídeo) abaixo:

Norman: Olsen vai jogar essa semana?
Kuechly: Não.
Norman: Por que não? O que aconteceu?
Newton: Qual é, mano?
Kuechly: O quê?
Newton: Você não pode falar (Norman se mata de rir).
Kuechly: Isso foi idiota.
Newton: Porra, Luke! Em qual time você joga?

No fim, Olsen jogou contra os Redskins.


Touchdown ou fumble?

Touchdown.

Ao contrário da 3ª temporada com o Dallas Cowboys (eu não vi as duas primeiras), em que boa parte do foco acaba voltada para a família de Jerry Jones, aqui os holofotes se concentram mais nos jogadores e suas histórias, como a de Funchess. Além de sofrer com os drops e com uma péssima atuação diante da família e de amigos, o recebedor confronta o técnico de quarterbacks, Scott Turner, durante o treino, mas depois, em conversa com Turner e o treinador Ron Rivera, ficamos sabendo que seu primo havia sido morto e estava sendo enterrado naquele dia.

“All or Nothing” nos dá esse raro acesso a uma franquia da NFL e aos jogadores. De que outra forma nós veríamos a interação entre Josh, Luke e Cam? Para os fãs da bola oval, vale a pena. O Prime Video custa R$ 7,90 por mês pelos primeiros seis meses; depois, a mensalidade sobe para R$ 14,90.

Assista ao trailer de “All or Nothing” com o Carolina Panthers:

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