Cornetadas das semifinais de conferência da NFL

Foto: reprodução (Twitter/@49ers)

Vintage 49ers
San Francisco 49ers 27 x 10 Minnesota Vikings
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🏈 Coração do torcedor agradece

Depois de cinco partidas decididas nos último segundos, os 49ers deram um descanso para a “Faithful”, como a torcida californiana se chama. Quando Robbie Gould acertou o FG no final do 3° quarto e jogou a vantagem para 27 x 10, ou três posses de bola, os fãs do San Francisco respiraram fundo, encostaram suas costas no sofá e já começaram a projetar a final da NFC, visto que, dada a atuação da defesa, uma virada dos Vikings nos 15 minutos finais parecia altamente improvável.

🏈 Defesa joga como no início da temporada

Descansada e reforçada, a defesa dos 49ers ditou o ritmo do duelo e abriu a porteira para a eliminação nórdica ao limitar Dalvin Cook (28 jardas totais em 15 toques) e não permitir nenhuma primeira descida em corridas. Com a ameaça pelo chão neutralizada, SF foi para cima de Kirk Cousins. O QB foi pressionado em 46% (16/35) dos dropbacks, segunda maior marca da carreira, sacado seis vezes e interceptado – a interceptação de Richard Sherman abriu o caminho para a equipe se distanciar no marcador. A volta de Dee Ford foi sentida, basta comparar os números com ele (9/14, 48 jardas e INT) e sem ele (12/15, 124 jardas e TD), e ajudou a catapultar Nick Bosa, nome defensivo do jogo. Ahkello Witherspoon não entrou bem, foi queimado por Cousins e acabou substituído por Emmanuel Moseley.

🏈 Correr ou correr? Eis a questão

Nos vestiários, após o triunfo, Kyle Shanahan disse que o plano de jogo previa cerca de 30 corridas. Foram 47. Por quê? Por que parar de correr se os Vikings não conseguem segurá-los? A OL abriu os buracos e os 49ers aproveitaram, somando 186 jardas e dois TDs – Tevin Coleman e Raheem Mostert terminaram com uma média de 4,8 jardas por carregada. Na campanha do terceiro TD, SF correu com a bola oito vezes seguidas até entrar na end zone. O domínio terrestre se refletiu no tempo de posse: 38 minutos.


Foto: reprodução (Twitter/@Titans)

CHOQUE em Baltimore
Baltimore Ravens 12 x 28 Tennessee Titans
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🏈 Derrick Henry for the win!

Derrick Henry precisava fazer o jogo da sua vida para dar uma chance aos Titans. Ele fez. O RB correu para 195 jardas, foi o nome da noite, meteu um braço de ferro em Earl Thomas III duas vezes na mesma jogada e ainda lançou o TD para Corey Davis. E olha que os Ravens tentaram parar o camisa 22 ao colocar oito ou mais defensores no “box” em 63% das suas corridas, mas viram Henry anotar 124 jardas nestas situações. Com os números de sábado, o corredor tem 377 jardas terrestres no atual mata-mata.

🏈 Mas os Titans não são só Derrick Henry, não

É natural que se fale muito sobre a noite de Henry, mas é preciso falar sobre a noite da defesa do Tennessee. Ela começou cedo, com uma interceptação (passe bateu em Mark Andrews e parou nos braços de Kevin Byard), e manteve-se irretocável com outros dois turnovers de Lamar Jackson e com a unidade parando os Ravens em quatro situações de 4ª descida (4ª para 1, 4ª para 1, 4ª para 5 e 4ª para 11). O surpreendente bom início dos Titans e a constatação de que Mark Ingram não está 100% fizeram Baltimore largar o jogo corrido, resumindo-o às improvisações do QB, e por mais John Harbaugh tenha tentado manter a agressividade usual, os corvos pararam na boa cobertura dos titãs. Os Ravens tiveram 14 primeiras descidas, 39 jogadas e 230 jardas a mais, mas colocaram só 12 pontos no marcado M&T Bank Stadium.

🏈 Novo capítulo na melhor história de 2019

Se Tennessee conseguisse impor seu ataque terrestre com sucesso, falamos que Ryan Tannehill não precisaria lançar 30 passes ou 350 jards. De fato, não precisou. A “fênix” da bola oval foi cirúrgica e letal, primeiro com um passe perfeito no TD de Jonnu Smith, e em seguida com uma bomba de 45 jardas para Kalif Raymond após queimar a blitz do Baltimore; ele ainda marcou um TD com as pernas. Ryan está a uma vitória de disputar o Super Bowl na casa do Miami Dolphins, franquia que o chutou meses atrás. Doido.

🏈 E agora, Lamar?

A chocante (em termos de expectativas porque os Titans fizeram por merecer) derrota dos Ravens já fez alguns afirmarem por aí que Lamar é pipoqueiro, que não deveria ser o MVP depois disso… Muita calma nessa hora. O QB, que tem 23 anos, frise-se, errou e alguns desses erros custaram caro, mas sofreu com os drops – seis – dos recebedores. Mesmo perdendo, ele fez história, tornando-se o primeiro QB com 300 jardas lançadas e 100 jardas corridas em uma partida de playoffs.


Foto: reprodução (Twitter/@Chiefs)

Chiefs têm o melhor QB dos playoffs
Kansas City Chiefs 51 x 31 Houston Texans
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🏈 MVP por uma razão

Se o próximo MVP da NFL já está fora dos playoffs, o atual detentor do título segue vivo e é o homem mais perigoso da bola oval no mata-mata neste momento. Uma sucessão de erros (quatro “dropadas”, punt bloqueado para TD e o fumble de Tyreek Hill na boca da end zone) deram aos Texans – justo os Texans, que, ironicamente, começam devagar – a vantagem de 24 pontos. Patrick Mahomes II, que já havia marcado 28 pontos em um só quarto (contra os Raiders na Semana 2), aproveitou os erros do Houston (4ª para 4 mal sucedida e fumble em retorno de kickoff) e orquestrou uma virada em 15 minutos. Não contente, Kansas City marcou três TDs e um FG na volta do intervalo, esgotando os fogos de artifício do Arrowhead Stadium. Mahomes II fez todo tipo de lançamento e fechou a noite com 374 jardas totais e cinco TDs.

🏈 Fator Trevis Kelce

Com o calouro Lonnie Johnson Jr. responsável por sua marcação, Trevis Kelce deitou e rolou em cima do defensor, tirando a primeira bola, que ele deixou cair. Principal alvo de Mahomes II, o TE ganhou praticamente todos os seus duelos, anotando dez recepções em 12 passes para 134 jardas e três TDs, e provocou duas interferências de passe dos defensores para um avanço de 43 jardas – em uma delas, Kelce era marcado por dois e teve a camisa puxada. Já fica o desafio para os Titans.


Packers passam sufoco, mas são clutch
Green Bay Packers 28 x 23 Seattle Seahawks
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🏈 Packers batem no peito quando precisam

Depois de um belo 1° tempo, os Packers foram envolvidos na mágica de Russell Wilson na 2ª etapa, os Seahawks anotaram três TD consecutivos, reduzindo uma diferença que chegou a 18 pontos para apenas cinco, e muitos já projetavam – eu estava pelo menos – um terceiro duelo com os 49ers. Nos minutos finais, no entanto, Green Bay falou mais alto. Em uma 3ª para 5, Preston Smith sacou Wilson, a transformou em uma 4ª para 11 e impossibilitou Seattle de tentar uma conversão tão arriscada. Na campanha seguinte, Aaron Rodgers foi gigante e converteu uma 3ª para 8 (passe de 32 jardas para Davante Adams) e uma 3ª para 9 (passe 9 jardas para Jimmy Graham – a posição de campo foi motivo de muita discussão aqui) antes de ajoelhar três vezes na bola. Rodgers foi letal em passes de dez jardas ou mais: 6/6, 145 jardas e dois TDs.

🏈 Russell Wilson = Harlem Globetrotters de um homem só

Ele sabe como improvisar… Ele sabe como fugir do pocket… Foi um teste cardíaco… É como correr atrás de uma galinha em um campo sem grades. Foi assim que Za’Darius e Preston Smith descreveram a experiência de enfrentar Russell Wilson. O camisa 3 fez o que pode para levar os debilitados Seahawks à final da NFC (chegou perto), terminando com 341 jardas totais e um TD. Pressionado em 42% dos seus dropbacks, o QB levou 4 segundos do snap até passar a bola, maior marca desde que a Next Gen Stats começou a computar esses dados, em 2016, e prolongou as jogadas em vários momentos – Tyler Lockett foi o WR mais acionado (nove recepções, 136 jardas e um TD). Russell precisa de ajuda. Imagina o que ele poderia fazer com uma boa OL… E imagina o que poderia ter acontecido se Malik Turner não tivesse dropado aquela bola no finalzinho.

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