Cornetadas das finais de conferência da NFL

Foto: reprodução (Twitter/@Chiefs)

FINAL da AFC
Mahomes acaba com a Cinderela
Kansas City Chiefs 35
x 24 Tennessee Titans
assista aos melhores momentos 📽

O troféu Lamar Hunt voltou para casa. O caneco batizado em homenagem ao fundador do Kansas City Chiefs foi entregue ao filho de Lamar e atual dono do clube, Clark, após a vitória dos Chiefs sobre o Tennessee Titans. Tal qual na rodada passada, Kansas City começou o jogo devagar e, tal qual na rodada passada, Patrick Mahomes II botou o time nas costas e liderou a virada, acabando com a Cinderela. Com o triunfo, KC retorna ao Super Bowl depois de 50 anos.

🏈 Mahomes vive seu melhor momento

Na hora da onça beber água, os Chiefs estão testemunhando seu melhor jogador viver seu melhor momento na temporada. Mahomes não engatou uma sequência como a que vemos hoje na temporada regular; em dois jogos, ele tem um aproveitamento de 65,7% no passe, 721 jardas totais e nove TDs. O camisa 15 faz mágica com o braço (TD de 60 jardas para Sammy Watkins lançado na corrida) e com as pernas (TD de 27 jardas – mas ele correu 64 – para virar o jogo). É um estoque infinito de coelhos na cartola.

🏈 Variedade de peças no ataque

Não bastasse ter o MVP no elenco – lembrando que Lamar Jackson será premiado só daqui a uns dias –, Kansas City tem um arsenal vasto no ataque. Trevis Kelce, Tyreek Hill, Sammy Watkins, Demarcus Robinson, Mecole Hardman (que é ótimo retornador também)… Se a OL segura a pressão, é quase impossível um deles não ser acionado. E quando Mahomes sai do pocket, a defesa hesita em avançar porque ele solta um passe de 40 jardas como se fosse fácil. Ah, mas não tem jogo terrestre… E precisa?

🏈 Defesa aparece no 2° tempo

Focada em conter Derrick Henry, a defesa dos Chiefs não teve muito sucesso no início do jogo (as faltas também não ajudaram, transformando uma 3ª para 5 em 1ª para 10 e uma 3ª para 7 em 3ª para 2), cedendo 17 pontos. Com a virada no placar, no entanto, o cenário mudou. Tennessee foi para o passe (só três corridas para Henry na 2ª etapa) e, tirando a campanha do TD, pouco produziu no 2° tempo. Destaque para Chris Jones; com ele em campo, a pressão do KC foi de 6% para 39% e os sacks, de zero para três.

🏈 Acabou o sonho da Cinderela

Foto: reprodução (Twitter/@Titans)

Os Titans foram a grande história de 2019, mas a grande história esbarrou em um QB gigante. Tennesse jogou bem neste mata-mata, foi disciplinado ao operar um plano de jogo que o favoreceu por quase 30 minutos, só que do outro lado tinha um cara fora de série na posição mais importante, possivelmente, dos esportes coletivos. O clube agora mira os esforços em trazer um coordenador de defesa (Dean Pees se aposentou aos 70 anos), reforços para a defesa e acertar a situação de Ryan Tannehill.


Foto: reprodução (Twitter/@49ers)

FINAL da NFC
O freguês tem sempre a razão

San Francisco 49ers 37 x 20 Green Bay Packers
assista aos melhores momentos 📽

A possível reedição do Super Bowl 1 entre Kansas City Chiefs e Green Bay Packers não vai acontecer, e o responsável por isso tem nome e sobrenome: San Francisco 49ers. Com um 1° tempo irretocável e uma noite inspiradíssima da OL e de Raheem Mostert, os californianos voltaram a vencer a equipe de Wisconsin, a terceira derrota de Aaron Rodgers para seu antigo time do coração no mata-mata, e estão no Super Bowl 54 um ano depois de uma temporada na qual venceram apenas quatro partidas.

🏈 1° tempo devastador

Se existe um 1° tempo praticamente perfeito, foi o dos 49ers nesta final. San Francisco jogou bem em todas as etapas: ataque (três TDs), especialistas (dois FGs, incluindo um de 54 jardas, e um ótimo retorno de punt de Richie James Jr. que deixou o time na linha de 49) e defesa (dois sacks, dois fumbles – o primeiro foi recuperado pelos Packers, mas fez uma 3ª para 6 virar 4ª para 21 – e interceptação). Resultado: 27 x 0 para os donos da casa em menos de 30 minutos.

🏈 Correr, correr e correr

Os 49ers perderam Tevin Coleman, lesionado, no início do 2° quarto, mas não sentiram sua ausência. Por quê? Porque Raheem Mostert. Contando com uma atuação de gala da OL (reforçada com bloqueios de George Kittle e Kyle Juszczyk), o camisa 31 estourou e terminou a noite com 29 corridas para 220 jardas (ficou a 28 de igualar a marca de Eric Dickerson) e quatro TDs. Tamanho eram os buracos que Mostert atingiu 35,1 km/h, 29 km/h, 29,2 km/h e 26,8 km/h em seus TDs. Lançar a bola para quê?

🏈 Duelo entre Rodgers x 49ers perde força

Ao longo da semana – e de toda a transmissão da final – nós fomos bombardeados com vídeos antigos e atuais de Aaron Rodgers mostrando todo seu ranço por não ter sido selecionado pelos 49ers, seu time de coração na infância, com a 1ª escolha do draft de 2005. Rodgers teve sua terceira oportunidade de despachar SF para casa nos playoffs e perdeu pela terceira vez. O fã dos Packers teve (muito) mais estabilidade emocional do que o dos Niners desde 2005, mas essa narrativa meio que já era.

🏈 Packers precisam de melhorias

Foto: reprodução (Twitter/@packers)

Os Packers acreditavam – e nós também – na ideia de que ter um QB digno do Hall da Fama como Rodgers elevaria o nível dos jogadores menos talentosos, em especial o dos WRs. Geralmente isso acontece, mas não foi isso que aconteceu em 2019. A não ser Davante Adams, nenhum WR se mostrou um alvo confiável. Green Bay, que deixou a tradição de não gastar na free agency de lado ao reforçar a defesa, poderia dar uma mão para seu QB; A.J. Green deve se tornar um free agent, mas custaria caro.

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