13 curiosidades do Super Bowl 54

1. Joe Montana Bowl

Independentemente de quem vença, Joe Montana vai comemorar. O eterno camisa 16 levou quatro Super Bowls pelo San Francisco 49ers e foi à final da AFC com o Kansas City Chiefs. Só que Montana não foi o único QB a fazer essa transição de SF para KC… Steve DeBerg, Alex Smith, Steve Bono Elvis Grbac também seguiram este caminho e todos tiveram relativo sucesso no Missouri. Este é o maior número de quarterbacks – cinco – que saíram de um mesmo clube e foram para outro mesmo clube.


2. Passagem de bastão na AFC

Esta é a segunda vez em 16 temporadas que a AFC não é representada por Tom Brady, Peyton Manning ou Ben Roethlisberger. O único a quebrar a hegemonia do trio neste período foi Joe Flacco, que teve uma pós-temporada mágica em 2013 e conquistou o Super Bowl com o Baltimore Ravens, justamente em cima dos 49ers. Depois de bater na trave na temporada passada, perdendo para Brady, Patrick Mahomes II conquistou a conferência e é o frescor da nova geração de QBs que muitos queriam ver na final.


3. Uniformes e o histórico a favor do branco

Mandante do Super Bowl 54, Kansas City vai com o uniforme titular: camisa vermelha e calça branca – é a primeira vez que dois times que têm o vermelho como cor primária se enfrentam na decisão. Já San Francisco vestirá camisa branca e calça dourada, o que pode dar uma mãozinha para o clube californiano. Nas últimas 15 finais, em 13 delas o vencedor jogou de branco; Green Bay Packers e Philadelphia Eagles são as exceções, ambos foram campeões de verde.


4. Segunda chance para os treinadores

Andy Reid e Kyle Shanahan têm um ponto em comum, além da mentalidade ofensiva: os dois foram derrotados na final pelos Patriots. Reid perdeu em 2005, no Super Bowl 39, e Shanahan, em 2017, no Super Bowl 51, eternizado nos anais da bola oval como a partida em que o Atlanta Falcons vencia por 28 x 3 e cedeu a virada – Shanahan era o coordenador ofensivo dos Falcons e foi duramente criticado pelo revés. Um dia após a partida, ele foi anunciado como novo técnico dos 49ers.


5. Duelo de quarterbacks vitoriosos

O SB54 marcará o encontro entre os QBs com o melhor aproveitamento combinado de vitórias e derrotas na carreira (mínimo de 25 partidas), de acordo com o NFL Research. Juntos, Jimmy Garoppolo e Patrick Mahomes II venceram 79,3% (50-13) dos duelos que disputaram como titulares, incluindo no mata-mata. Atrás deles estão Tom Brady e Russell Wilson (76,6% – Super Bowl 49) e Tom Brady – de novo – e Jared Goff (75,5% – Super Bowl 53).


6. Tal pai, tal filho

Shanahan não é exatamente um sobrenome desconhecido no universo da NFL. Muito antes de Kyle iniciar sua carreira no futebol americano, seu pai, Mike Shanahan, já era um treinador consolidado, tendo conquistado três Super Bowls, um como coordenador ofensivo dos 49ers (1995) e dois como técnico principal do Denver Broncos de John Elway (1998 e 1999). Nunca pai e filho haviam chegado à decisão como HCs. Parabéns aos Shanahan pelo feito inédito.


7. Lembra dele?

Se em algum momento da transmissão você se perguntar se viu um sujeito igual a Wes Welker na lateral dos 49ers, não esfregue os olhos porque é ele mesmo. O ex-jogador é técnico de recebedores do San Francisco e terá a chance de faturar o primeiro anel de campeão. Primeiro? Embora tenha sido uma peça vital em ataques fenomenais dos Pats e dos Broncos, Welker saiu derrotado nas três vezes que jogou o Super Bowl, em 2008, 2012 e 2014.


8. Pioneira

Falando ainda da comissão técnica dos 49ers, há uma pessoa que vai fazer história no domingo: Katie Sowers. A assistente de ataque é a primeira mulher e a primeira pessoa LGBT a trabalhar como técnica no Super Bowl. Katie começou nos Falcons, em 2016, passando a trabalhar com os Niners no ano seguinte. “Por mais que eu seja a primeira, o mais importante é eu não ser a última”, diz Sowers à ESPN. Curiosamente, Katie é de Hesston, no Kansas, e tem uma tatuagem do horizonte de Kansas City no braço.


9. A casa do Super Bowl (por enquanto)

Sede do Super Bowl pela 11ª vez, Miami passou a liderar o ranking de cidades que mais vezes receberam o jogo, superando Nova Orleans. Além do SB54, o segundo município mais populoso da Flórida foi casa do confronto decisivo em 1968 e 1969, antes até da fusão entre AFL e NFL, 1971, 1976, 1979, 1989, 1995, 1999, 2007 e 2010. A folga de Miami, no entanto, tem prazo, uma vez que Nova Orleans vai receber o Super Bowl 58, em 2024, voltando a empatar na ponta do ranking.


10. Coincidências, coincidências…

Os 49ers estão invictos em decisões em Miami, tendo vencido o Super Bowl 23 (20 x 16 no Cincinnati Bengals) e o Super Bowl 29 (49 x 26 no San Diego Chargers). Além do bom histórico, as semelhanças em números do time de 1994 de Steve Young e do atual assustam: ambos tiveram a melhor campanha da NFC (13-3), venceram a divisão, eram anos comemorativos para liga (75 anos lá e 100 anos agora) e contavam com um Shanahan na comissão técnica. O estádio? Será o mesmo.


11. Arbitragem polêmica?

Torcedores do New Orleans Saints não podem ver o árbitro principal do SB54 nem pintado de ouro. Trata-se de Bill Vinovich, o homem que não anotou a interferência de passe – AQUELA interferência – da penúltima final da NFC. Vinovich apitou também o SB49, entre Patriots e Seattle Seahawks, e terá a companhia de Barry Anderson, Kent Payne, Carl Johson, Mike Chase, Michael Banks, Boris Cheek e Greg Steed, todos com experiência em Super Bowls (eles somam 16 aparições).


12. Médico em campo

Cada clube tem sua equipe médica, mas os Chiefs têm um reforço de peso em campo: o guard Laurent Duvernay-Tardif é médico formado pela McGill University, no Canadá, desde 2018. Em entrevista à CNN, o jogador afirma que pegar o diploma foi o “melhor momento” de sua vida, depois do que ele vai vivenciar no domingo. Chamado de “doc” ou “doutor” pelos companheiros, Laurent tem 28 anos e está no meio de seu contrato de cinco temporadas e US$ 42,3 milhões.


13. A NFL é (e continuará a ser) pop!

Seguindo um tendência – iniciada em 2011 – de priorizar grandes nomes do pop para o show do intervalo, a NFL não fez diferente em 2020, mas tratou de dar uma atenção ao público latino, afinal, o Super Bowl é em Miami, ao convidar Jennifer Lopez, que possui ascendência porto-riquenha, e a colombiana Shakira. Desde o SB45, nós tivemos The Black Eyed Peas, Madonna, Beyoncé, Bruno Mars, Katy Perry, Coldplay (com o reforço de Beyoncé e Bruno Mars), Lady Gaga, Justin Timberlake e Maroon 5.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s